PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantojuvenil
Ação ocorre simultaneamente nas 27 unidades da Federação e já resultou em 37 prisões em flagrante, 13 preventivas e no resgate de duas vítimas
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (2/9) a Operação Nacional Proteção Integral V, em parceria com as Polícias Civis de 20 estados e do Distrito Federal. A ação busca identificar e responsabilizar investigados por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Ao todo, foram cumpridos 153 mandados de busca e apreensão nas 27 unidades da Federação. A operação mobilizou 755 policiais, sendo 480 federais e 275 civis.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram realizadas 37 prisões em flagrante e cumpridos 13 mandados de prisão preventiva. Também foram apreendidos três menores e identificadas e resgatadas duas vítimas de abuso.
A investigação tem como foco crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A atuação conjunta entre as forças policiais busca ampliar a capacidade de investigação e repressão a esse tipo de delito.
A Operação Proteção Integral V dá continuidade às operações nacionais Proteção Integral I, II, III e IV, realizadas entre 2025 e 2026, além da Operação Nacional Guardião Digital, deflagrada em março deste ano.
No Rio de Janeiro, a Polícia Civil participou da mobilização nacional. Também integraram a operação as polícias civis de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Segundo a Polícia Federal, entre janeiro e agosto de 2026 foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão contra foragidos da Justiça por crimes sexuais.
O nome da operação faz referência ao princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal, que estabelece prioridade absoluta à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
A PF também orienta pais e responsáveis a acompanharem as atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual, mantendo diálogo sobre riscos em redes sociais, jogos e aplicativos. Mudanças repentinas de comportamento, isolamento e segredos relacionados ao uso de celulares ou computadores podem indicar situações que exigem atenção.
A orientação é que crianças e adolescentes sejam ensinados a procurar ajuda diante de contatos inadequados ou situações de risco, tanto no ambiente virtual quanto no físico.





