Indústria naval supera recorde de empregos de 2014, diz Sinaval
Setor alcançou 86 mil trabalhadores em julho, acima dos 82,4 mil postos registrados em 2014, antes da última crise da indústria naval.
A indústria de construção e reparação naval alcançou, em julho, a marca de 86 mil trabalhadores empregados no Brasil, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).
O número supera o patamar registrado em 2014, quando os estaleiros empregavam 82.400 trabalhadores, antes do início da última crise enfrentada pelo setor.
Os dados foram apresentados pelo presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, durante a Navalshore, feira da indústria marítima realizada no Rio de Janeiro.
Segundo Rocha, o segmento de reparação naval mantém perspectivas de crescimento no país, impulsionado também por obras de modernização e conversão de embarcações.
“O setor de reparo naval continua a ter boas perspectivas no Brasil, também com muitas obras de modernização e conversão de embarcações.”
— Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval
Crescimento avança em diferentes regiões
O crescimento da indústria naval não ocorreu de maneira uniforme entre as regiões brasileiras. De acordo com o Sinaval, a região Norte foi uma das que mais avançaram, impulsionada por novas obras e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico.
No Nordeste, a evolução foi mais moderada. Já o Sudeste manteve participação expressiva no setor, concentrando uma parcela significativa dos projetos atualmente em andamento.
Além da construção e reparação de embarcações, atividades relacionadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas também vêm ganhando espaço, incluindo o desmantelamento e a reciclagem de embarcações e estruturas offshore.
“O FPSO P3-32 já foi reciclado e agora está sendo iniciado o desmantelamento do FPSO P-35, em Rio Grande (RS). Com a entrada em vigor, em julho do ano passado, da Convenção de Hong Kong para a reciclagem segura, nossa expectativa, inclusive, é muito positiva.”
— Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval
O presidente do Sinaval também defendeu a continuidade dos investimentos e das políticas públicas voltadas à indústria naval e à cadeia nacional de fornecedores.
“Para assegurar este progresso nas atividades dos estaleiros e na cadeia de fornecedores de bens e serviços nacionais, será necessária a continuidade das obras e das políticas de Estado que estão sendo implementadas no Brasil, quaisquer que sejam os dirigentes.”
— Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval





