Seis pinguins-de-Magalhães são devolvidos ao mar no RJ
Animais foram resgatados debilitados em praias fluminenses e passaram por até quatro meses de reabilitação antes de retornarem à natureza.
Seis pinguins-de-Magalhães foram devolvidos ao mar neste sábado (26), após concluírem um período de reabilitação no Rio de Janeiro. Os animais haviam sido encontrados debilitados em praias do litoral fluminense e receberam atendimento de biólogos e veterinários.
Os pinguins foram levados por profissionais até um ponto considerado seguro na Baía de Guanabara, onde foram soltos para retomar o deslocamento pelo mar.
A espécie migra entre a Patagônia argentina e o litoral brasileiro. Durante esse período, alguns animais chegam às praias do Rio de Janeiro em condições que exigem atendimento especializado.
Reabilitação pode durar até quatro meses
Os seis animais passaram pelo centro de reabilitação do Instituto Econserva, ligado ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. O programa atende a fauna marinha em trechos entre Paraty, na Costa Verde, e Saquarema, na Região dos Lagos.
O tempo de recuperação pode chegar a quatro meses, dependendo das condições de cada animal. Os pinguins passam por avaliações e recebem os cuidados necessários para que possam voltar à natureza.
Um dos animais, por exemplo, precisou realizar um exame oftalmológico antes de ser considerado apto para a soltura.
Antes do retorno ao mar, os pinguins também recebem microchips de identificação e rastreadores. Os dispositivos permitem acompanhar os animais e verificar se já passaram por atendimento caso sejam encontrados novamente encalhados.
Orientação é não tocar nos animais
A recomendação para quem encontrar um pinguim na praia é não tocar, alimentar ou tentar devolvê-lo ao mar por conta própria.
“Caso encontrem em praias, vivo ou morto, a orientação é ligar para o número 0800 999 5151 e acionar a equipe. Nunca tocar no animal.”
— Suellen Santiago, bióloga do Instituto Econserva
A orientação vale tanto para animais vivos quanto para aqueles encontrados mortos nas praias. O contato com a equipe especializada permite que o atendimento seja realizado de forma adequada.





