EconomiaNorte Fluminense

Greve offshore é suspensa após avanço na proposta salarial

Trabalhadores da Bacia de Campos interromperam paralisação após empresas oferecerem reajuste de 8,5%, vale de R$ 900 e devolução dos descontos

A greve dos trabalhadores de manutenção e montagem industrial que atuam na Bacia de Campos foi suspensa após quase duas semanas de paralisação. A decisão ocorreu depois que as empresas apresentaram uma nova proposta salarial nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

O novo acordo em discussão prevê reajuste salarial de 8,5%, aumento do vale-alimentação de R$ 850 para R$ 900 e restituição dos valores descontados dos profissionais que participaram da greve.

Apesar da suspensão do movimento, sindicato e empresas ainda não chegaram a um acordo definitivo.

Nova proposta melhora oferta inicial

Segundo informações divulgadas pelo SINTPICC, o reajuste de 8,5% representa avanço em relação à proposta inicial das empresas, que previa aumento de 6,5%.

A negociação também inclui pagamento equivalente a 20% referente aos períodos em que os trabalhadores permanecem hospedados em hotéis.

Outro ponto discutido é a devolução dos descontos realizados durante a paralisação. Conforme o sindicato, as empresas se comprometeram a restituir os valores até 9 de outubro.

Paralisação começou em setembro

A greve teve início em 18 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da convenção coletiva.

O movimento envolveu profissionais de manutenção e montagem industrial que trabalham em operações onshore e offshore. A categoria representada pelo SINTPICC inclui trabalhadores de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de profissionais de plataformas marítimas da Bacia de Campos.

Durante a paralisação, houve mobilizações em diferentes locais relacionados à indústria de óleo e gás, incluindo unidades offshore, o Terminal de Cabiúnas e o Parque de Tubos, em Macaé.

Entre as reivindicações apresentadas estavam reajuste de 15% nos pisos salariais, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500.

Trabalhadores também reivindicam mudanças nas escalas

A pauta da categoria inclui outras mudanças nas condições de trabalho offshore. Entre elas estão a adoção da escala de 14 dias de trabalho por 21 de folga, o fim da coparticipação no plano de saúde, a manutenção da cesta básica durante afastamentos e alterações nas regras relacionadas aos chamados dias de dobra.

Durante as negociações, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) manteve a greve após uma audiência de conciliação realizada em setembro.

Com a suspensão da paralisação e a apresentação da nova proposta, as negociações seguem para a definição dos termos finais da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

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