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FLIM 2026 começa em Maricá com homenagem a Marilena Chauí

A 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM 2026) começou nesta sexta-feira (30), na Orla do Parque Nanci, com uma homenagem à filósofa, escritora e professora Marilena Chauí. A abertura contou com participação remota da homenageada, debates sobre literatura e representatividade negra, além de atrações voltadas ao público infantil.

Com entrada gratuita, o evento segue até 8 de novembro e reúne diferentes espaços dedicados à literatura, à educação e à cultura. A programação de abertura teve início às 17h, no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar, com a participação virtual de Marilena Chauí, seguida pelo ato oficial.

Professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), a filósofa tem uma trajetória marcada por estudos e publicações sobre democracia, cultura, liberdade, conhecimento e cidadania. Durante a homenagem, ela agradeceu o reconhecimento.

“Obrigada por me darem essa alegria, diante disso que eu chamo ‘o esplendor do livro’.”

— Marilena Chauí, filósofa e escritora

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, destacou a importância de estimular a leitura e a produção literária entre moradores de diferentes idades.

“Temos que levar a leitura para as nossas crianças e para o nosso povo, incentivar o hábito de escrever e fazer com que nossa cabeça ganhe o mundo através da leitura. A FLIM e o Maricá Games precisam ser a culminância desse trabalho ao longo do ano, um espaço para que crianças, jovens e idosos apresentem seus livros, suas poesias e suas histórias.”

— Washington Quaquá, prefeito de Maricá

O secretário municipal de Educação, Rodrigo Moura, ressaltou a ampliação do vale-livro para R$ 300 nesta edição e relacionou o acesso à leitura à liberdade.

“Queremos que todos tenham acesso ao livro e à leitura. A liberdade é algo muito caro para nós.”

— Rodrigo Moura, secretário municipal de Educação

Antes da abertura oficial, às 14h30, a jornalista Aline Midlej e a professora Bárbara Carine participaram da mesa “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”, mediada por Rodrigo Moura.

O encontro integrou a programação do Papo FLIM/Língua ao Mar e abordou a relação entre leitura, empatia e representatividade. A conversa destacou como os livros podem ampliar perspectivas e ajudar os leitores a compreender experiências diferentes das próprias.

“Uma mesma palavra pode ter um significado muito diferente para cada um de nós. O livro nos dá a oportunidade de revisitar essa palavra e de ter tempo para compreendê-la de outra forma. Quando lemos sobre a dor, seja numa ficção ou num livro de reportagem, como essa dor chega até nós? Como essa experiência nos ajuda a compreender a dor do outro? A cada leitura, as palavras ganham novos significados para o leitor.”

— Bárbara Carine, professora

Aline Midlej também destacou a importância de ampliar os espaços de expressão e dar visibilidade a diferentes histórias e perspectivas.

“Como é que a gente constrói espaços onde possam caber todas as assinaturas possíveis? As palavras estão aí como instrumento para a gente se reumanizar como país.”

— Aline Midlej, jornalista

O balanço parcial do primeiro dia apontou a venda de 15 mil livros. A informação foi divulgada pela presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, instituição responsável pela operação do FlimCard em 2026.

“Já chegamos à marca de 15 mil títulos vendidos. Essas vendas representam em torno de 600 mil mumbucas em circulação desde o início da manhã.”

— Manuella Mello, presidente do Banco Mumbuca

O FlimCard disponibiliza crédito de R$ 300 para a compra de livros durante a festa. O benefício é destinado aos estudantes e profissionais da educação contemplados pela iniciativa, que podem escolher os títulos de sua preferência.

A programação do espaço Língua ao Mar — A arte que fala português promove encontros entre produções culturais do Brasil e de outros países que compartilham o idioma. Literatura, poesia, música e audiovisual fazem parte das atividades.

O presidente da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), Antônio Grassi, destacou a proposta de valorizar a produção artística dos povos de língua portuguesa, especialmente dos países africanos.

“É muito especial trazer o nosso projeto Língua ao Mar para esta edição da FLIM. A MARÉ desenvolve essa iniciativa desde o ano passado, com a proposta de valorizar a arte que fala português. Temos um olhar atento para os povos que compartilham a nossa língua, especialmente os dos países africanos.”

— Antônio Grassi, presidente da MARÉ

As atividades para crianças e famílias também marcaram a abertura da festa. Na FLIMzinha, o público encontrou pintura facial pela manhã, teatro infantil à tarde e apresentação das Guerreiras do K-pop. Já a Arena do Estudante recebeu a atração Muriquinho Pequenino.

A estrutura do evento inclui Feira do Livro, espaço para escritores locais, FLIMzinha, Arena do Estudante, Rádio FLIM e Papo FLIM/Língua ao Mar. O Maricá Games e o Congresso da União Maricaense dos Estudantes (UMES) também fazem parte da programação.

A FLIM 2026 é realizada pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ).

Período: 30 de outubro a 8 de novembro

Local: Orla do Parque Nanci, em Maricá

Entrada: gratuita

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