Navalshore reúne 20 mil visitantes e movimenta R$ 12 bilhões
20ª edição da feira no Rio de Janeiro reuniu 170 expositores, 700 marcas e debates sobre investimentos e inovação na indústria naval.
A 20ª edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima reuniu aproximadamente 20 mil visitantes no ExpoRio Cidade Nova, no Rio de Janeiro. As projeções iniciais apontam para cerca de R$ 12 bilhões em negócios gerados durante o evento.
Realizada ao longo de três dias, a feira contou com 170 expositores e 700 marcas. A área ocupada chegou a 4,2 mil metros quadrados, crescimento de 13,5% em relação à edição anterior.
Os números apresentados durante o evento também destacaram a participação do Rio de Janeiro na indústria naval brasileira. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apresentados no primeiro dia da feira, o estado concentra 82% das plataformas marítimas em operação, 48% dos estaleiros brasileiros e 36,5% dos 181 mil empregos relacionados às atividades navais no país.
Descarbonização e novos mercados
A programação da Navalshore 2026 contou com 36 palestras sobre temas relacionados ao setor marítimo. Entre os assuntos discutidos no último dia da conferência esteve a descarbonização da frota, com debates sobre redução de emissões, impactos de eventos climáticos extremos na navegação e adaptação da infraestrutura portuária.
Outro destaque foi o painel “Descomissionamento: regulação, economia e cadeia de serviços em construção”, que reuniu representantes da UFF, ANP, OceanPact, FGV Energia e Destri Energy.
As discussões abordaram a evolução do descomissionamento no Brasil e as oportunidades para empresas de engenharia, serviços, logística e reciclagem relacionadas à retirada de ativos offshore.
Transpetro apresenta plano de descarbonização
Na sequência da programação, Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, apresentou o Plano de Descarbonização da Frota da companhia.
A proposta contempla medidas como aumento da eficiência energética, modernização de embarcações e adoção gradual de tecnologias e combustíveis destinados à redução das emissões nas operações marítimas.
Entre as soluções previstas estão sistemas de propulsão híbrida, recuperação de calor e conexão elétrica em terra. Em etapas posteriores, o plano prevê a utilização de combustíveis alternativos e tecnologias de propulsão assistida pelo vento.
Com o encerramento da conferência, a Navalshore 2026 colocou em destaque temas relacionados à transição energética, adaptação climática, inovação tecnológica e novos mercados, em um cenário de retomada dos investimentos e das encomendas da indústria naval brasileira.





