Educação

MEC aciona PF e AGU para investigar ameaças a universidades federais

Pelo menos 10 universidades federais relataram ameaças de violência contra estudantes e professores, além de ataques ao patrimônio público e uso de símbolos nazistas.

O Ministério da Educação (MEC) solicitou à Polícia Federal (PF) a investigação de ameaças dirigidas a universidades federais, estudantes e docentes. A pasta também acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar e adotar as medidas jurídicas cabíveis.

Os pedidos foram formalizados em ofícios enviados aos dois órgãos após o registro de episódios de intimidação, ameaças de violência e danos ao patrimônio público. Segundo o MEC, os casos foram relatados especialmente nos últimos dias.

A pasta também destacou a ocorrência de mensagens com símbolos nazistas direcionadas às instituições de ensino superior e à comunidade acadêmica.

Dez universidades relataram ocorrências

As ameaças foram registradas em campi de pelo menos 10 instituições federais de ensino superior:

  • Universidade Federal Fluminense (UFF);
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade de Brasília (UnB);
  • Universidade Federal de Alagoas (UFAL);
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
  • Universidade Federal de Jataí (UFJ);
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa);
  • Universidade Federal do Pará (UFPA);
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Entre os episódios citados está um incêndio que atingiu um laboratório da Universidade Federal de Pernambuco. Também foram relatadas ocorrências nas demais instituições.

MEC pede apuração urgente dos casos

Nos documentos encaminhados à PF e à AGU, o Ministério da Educação solicita medidas para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias dos episódios.

“para apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias das ameaças e dos atos de violência direcionados às universidades federais.”

— Trecho dos ofícios enviados pelo MEC

A pasta também alertou para a gravidade dos episódios durante o período eleitoral, destacando a necessidade de proteger estudantes, professores, demais integrantes da comunidade acadêmica e o patrimônio público.

“O contexto sensível do período eleitoral amplia a gravidade desses atos, tornando imperativa a salvaguarda da integridade física da comunidade acadêmica e do patrimônio público. Essas ameaças e violências buscam intimidar o debate democrático, perturbar a ordem pública e comprometer o livre exercício das funções constitucionais das instituições de ensino superior.”

— Trecho dos ofícios enviados pelo MEC

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