Uma operação conjunta realizada nesta segunda-feira (15) resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de comercializar ilegalmente medicamentos utilizados para emagrecimento na Região Oceânica de Niterói. A ação reuniu equipes do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), do programa Segurança Presente Niterói, da 81ª Delegacia de Polícia e da Vigilância Sanitária do município.
A investigação teve início após uma denúncia recebida pelo Segurança Presente, que apontava a possível venda clandestina de canetas emagrecedoras. As informações foram imediatamente compartilhadas com a Polícia Civil e o GGIM, permitindo a rápida mobilização dos órgãos envolvidos e o acionamento da Vigilância Sanitária.
Durante a operação, as equipes localizaram o endereço indicado na denúncia e apreenderam dez caixas dos medicamentos. Os envolvidos foram encaminhados à 81ª DP, onde os produtos foram recolhidos e o auto de prisão em flagrante foi registrado.
A ação contou ainda com a participação de um fiscal da Vigilância Sanitária de Niterói, responsável pela identificação dos lotes apreendidos e pela adoção dos procedimentos técnicos para a inutilização dos produtos.
O secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos.
“Esse resultado demonstra a força da integração entre as instituições. Quando os órgãos compartilham informações e atuam de forma coordenada, conseguimos dar respostas rápidas e eficazes à sociedade. Além de combater uma atividade ilegal, impedimos que produtos sem garantia de procedência chegassem aos consumidores, colocando vidas em risco”, afirmou.
O coordenador do Segurança Presente Niterói, major PM Thiago Martins, ressaltou o papel da população no combate às irregularidades.
“O trabalho de proximidade com os moradores é uma das marcas do programa. Foi a partir de uma informação recebida por nossa equipe que conseguimos dar início à ação integrada que levou à prisão. A participação da sociedade é fundamental para identificar e combater práticas ilícitas que ameaçam a segurança e a saúde pública”, declarou.
Já o delegado titular da 81ª DP, Deoclécio Assis, reforçou os riscos da comercialização irregular de medicamentos e informou que as investigações terão continuidade.
“A venda clandestina de medicamentos representa um grave risco à saúde coletiva e configura crime. A operação permitiu a retirada desses produtos de circulação e a prisão em flagrante dos envolvidos. Agora, as investigações prosseguem para identificar a origem dos medicamentos e apurar a possível participação de outras pessoas na cadeia de distribuição”, explicou.
As autoridades sanitárias alertam que o uso de medicamentos adquiridos por meios clandestinos pode causar sérios danos à saúde. Além da falta de controle de qualidade e procedência, o consumo dessas substâncias sem prescrição e acompanhamento médico aumenta significativamente os riscos para os usuários.
Denúncias sobre irregularidades podem ser feitas por meio dos canais oficiais das forças de segurança e dos órgãos de fiscalização, pelo Disque-Denúncia (21) 2253-1177 ou pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), através do telefone 153.
